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Análises independentes sobre política

Por Leandro Lima

O Dilema da Viabilidade: Lições de 1985 para o Cenário de 2026

O cenário político para 2026 lembra muito a escolha do presidente em 1985. A história mostra que a oposição, hoje como antes, precisa decidir entre uma coisa ou outra: escolher alguém que pensa exatamente como o grupo (identidade) ou alguém que tenha mais chances de ganhar (viabilidade).

O exemplo do passado: Teimosia vs. Pragmatismo

Na época da volta da democracia, Ulysses Guimarães era o grande líder da oposição e o favorito do povo. Mas ele tinha muita resistência entre os militares, o que dificultava a passagem do poder.

A solução foi ser prático. A oposição escolheu Tancredo Neves, um político moderado que conseguia conversar com todo mundo, até com quem era do governo. Essa união de diferentes grupos foi o que garantiu a vitória.

O cenário para 2026

Trazendo isso para hoje, a direita brasileira tem dois caminhos para escolher seu candidato:

  1. Manter o DNA (Ex: Flávio Bolsonaro): É o candidato que é a "cara" do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele mantém o grupo fiel unido, mas sofre com a rejeição das pessoas de centro e da classe média. É um caminho que mantém a briga política muito acesa.
  2. Aumentar as chances (Ex: Tarcísio de Freitas): É visto como um perfil mais focado em trabalho e entregas. Ele pode não emocionar tanto os seguidores mais radicais, mas é menos rejeitado por quem está "em cima do muro". Ele consegue atrair quem quer eficiência e menos brigas.

O que o governo prefere?

Analistas acreditam que, para o governo Lula, é melhor enfrentar um candidato mais ideológico (como Flávio Bolsonaro). Isso porque a campanha pode focar na "defesa da democracia", um tema que ajuda Lula a manter seus votos.

Já um candidato técnico (como Tarcísio) muda o assunto da conversa. Em vez de discutir ideologia, o debate passa a ser sobre economia, obras e gestão. Isso obriga o governo a provar que está trabalhando bem, o que é um desafio maior.

Resumo da lição

Eleições não são vencidas apenas por quem defende melhor uma ideia, mas por quem consegue ser aceito por mais pessoas. Assim como em 1985, o sucesso da oposição em 2026 pode depender menos do "grito" e mais da capacidade de apresentar alguém que o eleitor sinta que é uma escolha segura e possível.